domingo, 17 de julho de 2011

Devaneio



Não sou bom de lembrar sonhos, tampouco gasto meu tempo tentando pensar nas suas importâncias, se realmente eles tem alguma. Mas hoje a noite foi diferente. O sonho foi estranho, marcante.
Sem sentido nenhum começa, trocam-se as cenas, os cenários, mas os personagens são os mesmos. Só eu e você, como tantas outras vezes... o que tornou marcante, foi o fato de você ter virado para mim e ter dito tudo o que eu sempre quis ouvir, ver, sentir, e esclarecer todas minhas dúvidas. Ver o que havia no íntimo de seus pensamentos, descobrir que eu estava lá, como eu sempre quis. Ouvir você dizer nos meus olhos "Pronto. Te contei em 2 minutos o que você não foi capaz de descobrir em meses" e então mostrar minha verdadeira capacidade: a de ser indeciso.
Finalmente, ouvir você pedir um abraço, um aconchego, um colo.
Como o sonho acabou eu não sei, na verdade não acabou, não sei o que aconteceu depois do abraço. Fiquei feliz no momento, mesmo dormindo, para depois receber à minha porta a frustração, a frustração de que essa pessoa só existe nos meus devaneios. Sim, um devaneio extranho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O enigma entormecido

Metáfora, paradoxo, hipérbole, clímax
Razão, loucura, sangue, mar aberto.
Dor, charada, luz da escuridão
Sentimentos a flor da pele,
Pulso eletrizado.
Egoísmo, falsidade, hipocrisia.
Cacofonia, clichê, o nada.
Paradigma letal.
Preto colorido, branco é a escuridão.
Esta é a prova de que estamos a mercê dos nossos olhos, e eles enganam, muito.
Fluxos, calor, Newton, Lei da inércia,
Einstein, delta, x, y, incógnitas.
Não há tempo que volte.
Não há tempo que volte para mudar um calculado mal elaborado.
Não há tempo que volte para distinguir qual perda doeu mais.
Não há tempo que volte para dizer tchau.
Vamos viver tudo que há pra viver! 

domingo, 10 de julho de 2011

Doce amor






E mesmo não demonstrando o amor estava ali, presente, intacto, maior do que nunca. A felicidade tão evidente nos pequenos gestos e palavras. E mesmo nos momentos mais infelizes era a sua presença a única necessidade, o seu silêncio e o brilho no seu olhar, mesmo que durasse míseros minutos era tudo que precisava, saber que ele estava lá. Perguntava-se como ele poderia gostar tanto dela, ela não merecia, mas resolveu parar de se perguntar resolveu sentir, pois sabia que era verdadeiro e único.

Dinheiro: O combustível que nos move



Amor, honestidade, sinceridade, justiça
que pensamento nobre,
grande hipocrisia!
o dinheiro é o combustível que nos move

Princípios vão sendo ignorados,
valores perdidos,
Homem vai dominando o homem,
alimentando o seu próprio prejuízo

Vaidade, ostentação, egocentrismo
egoísmo, trapaça, mundo capitalista
Enquanto muitas pessoas,
imploram um prato de comida

Mas as coisas irão melhorar,
os bons são maioria,
Ah! Quem me dera, poder crer nesta utopia.

São João



E sentir hoje o cheiro de madeira queimada que exala a fogueira me fez relembrar a minha infância, o tempo em que menino traquino jogava bombinha na fogueira e a mãe reclamava sem parar. Relembrava de quando na cidadezinha do interior o vizinho chegava trazendo o milho cozido e a avó preparava a canjica, peguei-me com saudade da monotonia que trazia aqueles dias, do forro pé de serra, da pamonha, do bolo de milho, do verdadeiro jeito Nordestino de comemorar São João. Perguntei como poderia haver tanto preconceito com as pessoas daqui, pessoas humildes, simples, cheias de esperança, que comemoravam o melhor São João do mundo. E me sentir feliz, realizada por ser de onde eu sou, por ainda ver fogueiras na rua, milho, canjica, por ainda ter um interior de verdade por perto, por ser Nordestina da “gema”.

Se não sabe o que já passei,



não critique minhas atitudes de agora, baseando-se nos erros que cometi no passado. Não julgue as ações que foram realizadas por mim. Não faça comentários que só tenham o intuito de apontar os meus erros. Não sinta-se o dono da verdade, a ponto de achar que apenas sua palavra é a correta. Não cobre da minha pessoa o que você não seria capaz de exigir de si mesmo. Não espere que eu diga apenas o que queres escutar. Não espere que eu poupe-o da verdade para minimizar suas atitudes erroneas. Mas tenha a certeza de que lhe darei três coisas:
Sinceridade;
Companheirismo;
E todo o meu amor.

E era o fim

E hoje ela decidiu esquecer todas as boas lembranças para não sofrer mais, apagar o feliz passado para evitar o infeliz futuro. Hoje, mais do que nunca sentiu uma agonia inexplicável dentro de si, acompanhada apenas do silêncio inevitável e olhou a cena, e como todos pensou o que mudaria se pudesse voltar no tempo e evitar esse fim que entre os fins mais trágicos já vistos era o maior deles, pois não havia brigas, discussões, gritos, apenas o som de quem nunca esteve disposto a lutar uma batalha já perdida. Perdida pelo individualismo, por não saberem diferenciar as coisas, perdida pelo medo de falar, pelo egoísmo, afinal ambos já não desejavam lutar por aquilo, algo perdido no tempo.

O vagão entre aberto




O silêncio proclama! Ao menos uma vez estou ouvindo. Não estão ouvindo?
Sua face flamejante deixa seu silêncio mais temeroso do que o de costume.
O silêncio está mais uma vez aqui, ali, além. O silêncio está por falar, ele diz pra eu ser mais cauteloso. Talvez ele esteja correto.
O silêncio que libera efeitos sonoros que amedrontam meus tímpanos está corretíssimo, oras.
Sairei deste lugar, ao menos uma vez, uma vez, ao menos. Sim! Esta é a chance, é o clímax da insônia horrorizante que age como um sonho que quer adentrar em outro sonho.
Sim! Sonho, meus amigos! Sonho que entra em outro sonho, que enfrenta outro sonho para chegar ao sonho supremo, a realidade. Realidade que mostra que o sonho não é mais um sonho, mostra que ele não está mais aqui, em minhas mãos cheias de calafrios.
Ilusão de continuar acreditando que quando a maré encher o meu castelo de areia continuará intacto.
Dormirei, sonharei, acordarei, fugirei, morrerei, continuarei em frente, mesmo que para isso eu tenha que ouvir longe ao medo lado, o que o silêncio proclama.